Ensaio 8 – Corpo Santo, IPUB. 16 de abril de 2012.
Ensaio
com Luquinhas e Oli.
Parte
1 – Individual com Luquinhas. Construção de partitura individual do momento da
transformação de Sasha Grey. Idéia que servem de base: violência sublime, ato
de violência que transcende. Quase que uma suspensão. Momento de glória. O
máximo da violência e da crueldade como momento de elevação. A força do ato de
violência com a leveza. Leveza/peso.
Aquecimento:
o mesmo do ensaio anterior (relação com espaço, ativação do corpo, respiração,
etc.). Do aquecimento, trabalhar movimentos, ações e gestos a partir do verbo
RETALHAR. Primeiro em qualidade lenta, tendo como base a idéia de que a
densidade do ar é muito pesada. O espaço do Corpo-Santo é um aquário e para se
mover dentro d´água, é necessário um esforço específico que influencia na
qualidade da ação. Depois, trabalhar com a idéia do rápido e leve, densidade do
ar muito leve. Voltar pra qualidade primeira, acrescentar a idéia de sutileza.
Inserir na partitura momentos de quebra que remetam ao sexual.
Estrutura
da partitura:
-andar bote
- espasmos de violência
-espasmos sexuais
- ação brusca com mãos (mãos nos braços rápido)
- abaixar, pegar faca
- posição fetal
- rolamento
- final brusco (levantar, plano alto)
Musica: talvez canto gregoriano. Talvez Bjork. Talvez Mars
volta (The window ou guitarras distorcidas). Não sei se é mais interessante uma
musica que atue junto do andamento sublime e transcendente da partitura ou que
vá para o lado oposto, criando um ruído, uma justaposição. Pensar...
Parte
2 – Luquinhas e Olivia.
Continua
trabalho individual.
Luquinhas
continua o trabalho em cima da partitura, testando as qualidades, os estados,
etc. Olivia pesquisa ações de Sasha a partir da seguinte idéia: partir do
“realismo”, pensar o ato de transformação como o momento em que o corpo à flor
da pele aparece e depois o momento em que ela volta como PizzaBoy (como é este
corpo do PizzaBoy? Ainda não sabemos).
Oli
investe em micro ações, em qualidades do olhar, e isto é muito interessante. As
micro-ações, que talvez a câmera possa enfatizar. O pequeno, o micro. O à flor
da pele se mantém como referencia, talvez, só que agora mais como referencia
para a construção individual dela, talvez, e menos para quem assiste, menos
evidente. O momento de transformação, o momento em que ela deixa de ser a
imagem Sasha, talvez seja só um estado de semi-supina. Corpo de fato atento ao
espaço, qualidade do olhar, quase como “neutro”. Referência: Mariana Lima em “A
máquina de abraçar” (entrevista em que ela fala que, para chegar ao estado da
personagem autista, buscava a atualização real com o espaço. O autista não cria
metáforas, ele vê o que vê. Estado de prontidão da ria, por exemplo)
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